domingo, 26 de junho de 2011

Corinthians Humilha São Paulo no Pacaembu.

Timão derruba invencibilidade do São Paulo com goleada no Pacaembu
Tricolor perde Carlinhos Paraíba, expulso, e permite avalanche do Corinthians na segunda etapa. Liedson faz três e brilha ao lado de Danilo



Por Carlos Augusto Ferrari e Marcelo PradoSão Paulo
Os velhinhos do Corinthians merecem respeito. Neste domingo, em um clássico quente no primeiro tempo, a garotada do São Paulo não foi capaz de manter os 100% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro. Com gols dos veteranos Danilo, Liedson (três) e Jorge Henrique e um show no segundo tempo, o Timão goleou o Tricolor por 5 a 0, no Pacaembu, e embolou a briga pela liderança.
O Corinthians foi melhor durante toda a partida diante de um São Paulo defensivo e sem brilho ofensivo. A expulsão de Carlinhos Paraíba, aos 40 da etapa inicial, foi decisiva para a história do clássico. Em apenas 16 minutos da parte final do Majestoso, o Alvinegro já vencia por três gols de vantagem, arrancando gritos de “olé” e de “o freguês voltou" da Fiel.
Mais do que o massacre, os corintianos deixaram o Pacaembu com o sabor de vingança nos lábios. Rogério Ceni, que fez seu centésimo gol no último encontro entre as equipes, falhou no gol de Jorge Henrique que fechou o placar e levou ao delírio. É a maior vitória do Timão sobre o rival na história, igualando feito de 96.

Invicto, o Timão chega ao 17º clássico de invencibilidade no Pacaembu e se transforma em líder do Brasileirão em aproveitamento. O clube é o segundo colocado, com 13 pontos, mas tendo ainda um jogo por fazer – o duelo contra o Santos foi transferido para 10 de agosto. Na quarta-feira, visita o Bahia, às 21h50m, em Pituaçu.
O São Paulo perde a invencibilidade, porém, continua em primeiro na tabela. O Tricolor, que atuou com cinco desfalques, segue com seus 15 pontos e agora vê adversários como o próprio Corinthians e o Flamengo se aproximarem na classificação. Também na quarta, recebe o Botafogo, às 21h50m, no Morumbi.
Expulsão e desequilíbrio tricolor
O Corinthians não deu tempo para o São Paulo respirar no primeiro tempo. Tite apostou novamente na marcação pressão, em cima dos defensores rivais, adiantando suas peças. Vaiado pela torcida alvinegra pelo gol marcado no último encontro entre os clubes, Rogério Ceni desta vez trabalhou com as mãos em ótima defesa no canto direito após chute do “homem-surpresa” Paulinho, logo a um minuto.

O São Paulo precisou de pouco tempo para se acertar. Carpegiani rapidamente corrigiu a marcação feita pela garotada. Os meninos tricolores, aliás, se destacaram. O estreante Rodrigo Caio colou em Danilo e atrapalhou toda a criação corintiana. Jean e Luiz Eduardo seguraram Jorge Henrique e Willian, respectivamente, deixando Liedson isolado. Wellington foi um gigante no combate defensivo e o jogador mais lúcido na saída para o ataque.
A formação defensiva, porém, permitiu que o Corinthians dominasse o jogo. O São Paulo só reagiu nos contra-ataques. Em um dos poucos que os atacantes conseguiram acertar faltou pontaria. Dagoberto, aos 28, desperdiçou bela oportunidade ao furar na área um cruzamento vindo de Jean pela direita.
A chuva que caiu sobre São Paulo neste domingo não esfriou os ânimos no encontro de dois grandes rivais. Depois de ser punido com cartão amarelo por se desentender com Paulinho, Carlinhos Paraíba recebeu o vermelho ao fazer falta dura em Weldinho. O clima esquentou, e o árbitro Rodrigo Braghetto não economizou com cinco advertências. O Timão ainda reclamou de um pênalti de Bruno Uvini em Willian, aos 35.

Timão atropela  Tricolor
A vantagem de ter um jogador a mais em campo favoreceu o Corinthians durante todo o segundo tempo. O Timão voltou do intervalo pressionando novamente e não demorou a abrir o placar com um golaço, logo a um minuto. Danilo recebeu na área, deu um drible desconcertante em Bruno Uvini e tocou no canto direito. Explosão alvinegra no Pacaembu!
Sem Carlinhos Paraíba, seu único articulador, o São Paulo não conseguiu deixar o campo defensivo e foi outra vez encurralado. Rogério Ceni voltou a aparecer com ótimas defesas, mas a cota de milagres tem limites. Aos oito, depois de pegar uma cabeçada de Leandro Castán, a bola sobrou nos pés do artilheiro Liedson livre na pequena área: 2 a 0.
O placar desfavorável afundou o São Paulo. A garotada se perdeu na marcação e sucumbiu diante da velocidade corintiana. Ralf carimbou a trave aos 14 dando uma amostra do que viria pouco depois, aos 16. Liedson girou sobre Xandão na área e disparou um torpedo para cima de Rogério Ceni, fazendo o terceiro.
Carpegiani ainda tentou fazer sua equipe melhorar com as entradas de Ilsinho e Henrique. Em vão. O Corinthians não de qualquer chance de reação e entrou no embalo dos gritos de “olé” vindos da Fiel. Ainda restava tempo para mais, aos 34. Danilo fez boa jogada e cruzou na medida para Liedson fazer o terceiro dele. Três minutos depois, Rogério Ceni engoliu um frango em chute de Jorge Henrique. Era o que a torcida queria para ir embora do Pacaembu ainda mais feliz.

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Ceará vence o Palmeiras por 2 x 0, em Presidente Vargas.



Foram necessárias seis rodadas de Campeonato Brasileiro para a Carroça Desembestada sair do atoleiro e voltar a andar. Neste domingo, o Ceará reencontrou seu bom futebol dos tempos de Copa do Brasil e conseguiu a primeira vitória no Brasileirão – justo contra o Palmeiras, que nunca havia batido em dez jogos na história do campeonato, e que vinha invicto. Os 2 a 0 para o Vozão, no Presidente Vargas, expuseram alguns fatos: o Ceará não é time para ficar na parte de baixo da tabela e pode, ao menos, lutar pela Sul-Americana. E o Palmeiras, apesar de toda a organização construída por Felipão, precisa aprender a jogar bem quando sai atrás no placar - é apenas a quarta derrota em 2011.
A equipe alviverde permanece com 11 pontos, ainda nas primeiras colocações. Ficou claro que o time sentiu demais a falta de Luan, suspenso. Por mais que passe alguns jogos sem fazer gols ou impressionar, o camisa 21 é fundamental no sistema tático, fechando pelo lado esquerdo e protegendo ainda mais a defesa palmeirense. Sem ele, o Verdão sofreu com os ataques pelas pontas, levou o gol logo cedo, aos 7 minutos, e se perdeu depois disso. Ninguém acertou muita coisa, nem mesmo o capitão Kleber. Até Marcos errou, ao quase soltar uma bola cruzada no pé do adversário.
Do outro lado, o Ceará chegou aos sete pontos, ficou mais longe da degola e ouviu das arquibancadas os cânticos relativos à Carroça Desembestada, apelido carinhoso dado no início da temporada. Com a força vinda da massa, o técnico Vágner Mancini sobrevive no cargo depois das ameaças de demissão com uma eventual derrota neste domingo.
Na próxima rodada, o Palmeiras pega o Atlético-GO na quinta-feira, às 19h30m, no Canindé, enquanto o Ceará visita o Coritiba, na mesma data e horário, no Couto Pereira.
De novo, a bola aérea
Felipão sabia exatamente o que ia encontrar no Presidente Vargas. Por isso, escalou o volante Chico para reforçar o meio-campo e tentar neutralizar os laterais Boiadeiro e Vicente, que mais pareciam pontas. Do outro lado, Vágner Mancini fez uma formação “espelho” da do rival, com três volantes e três homens mais avançados. E foi o Vozão que se aproveitou melhor do esquema.
Sem a presença de Luan, suspenso, o Palmeiras viu Boiadeiro se aproveitar de uma avenida aberta pela direita do ataque cearense. Do outro lado, Vicente levou a melhor sobre Cicinho enquanto o camisa 2 esteve em campo – machucado, deu lugar a Patrik ainda no primeiro tempo. A torcida do Vozão, que parecia não vir em grande número, lotou o PV a poucos minutos do apito inicial, mesmo com o time em má fase. Dentro de campo, os donos da casa sentiram o apoio e deram um esforço extra.
Com um repertório variado, o Ceará chegou ao gol em uma jogada bem conhecida pelo rival. Tem sido assim com esse Palmeiras: cada escanteio é um susto, uma chance real para o adversário. Desta vez foi o ex-palmeirense Washington – ironia do destino. Durante a semana, ele havia prometido um gol contra o Verdão e cumpriu logo aos sete minutos. O problema é crônico. A cada bola levantada, um confia demais no outro e ninguém vai para o lance, deixando o adversário livre para marcar.
Mas o Palmeiras não jogava mal. Na frente, Wellington Paulista se sentia mais à vontade atuando dentro da área – Kleber, para variar, buscou o jogo no meio-campo. Após o gol, as avenidas pelas laterais também foram controladas. No melhor momento em campo, quando não deixava o Ceará atacar, o time acabou sofrendo o segundo gol, com Thiago Humberto. Era a senha para a bronca de Felipão no vestiário.
Resposta? Nem tanto
O técnico do Palmeiras tratou de corrigir o buraco deixado pelo lado esquerdo da defesa. Na vaga de Lincoln, Adriano fez funções semelhantes às de Luan e conseguiu tirar um pouco do ímpeto de Boiadeiro, um dos melhores em campo no Presidente Vargas. Além disso, o ataque ganhou um pouco mais de corpo. Natural que, perdendo o jogo, o Palmeiras saísse mais de seu campo de defesa.
E foi aí que o Ceará quase ampliou, só atacando na boa, aproveitando as falhas do Verdão. Thiago Humberto acertou a trave, Marcos fez defesas difíceis, e o time de Felipão foi perdendo a empolgação. A tentativa de incendiar o jogo com o garoto Vinícius não surtiu efeito – não era mesmo dia para o time alviverde.
A organização que faz o Palmeiras ser um dos times mais sólidos do país desapareceu. A partir dos 25 minutos, era Kleber na meia, Adriano recuado, Patrik dentro da área e Chico finalizando. Foi o camisa 3 que perdeu a melhor chance da equipe: sozinho e sem goleiro, ele isolou uma bola vinda da esquerda. Desse jeito, ficou difícil buscar um pontinho em Fortaleza. O Palmeiras – quem diria? – vai comemorar a volta de Luan na próxima rodada. E o Ceará busca, de ânimo renovado, seus melhores dias em 2011 - no ritmo do "Ah, sai do meio, sai que a carroça tá sem freio".
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GLOBOESPORTE.COM


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