terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Entrevista com Christian Gama, criador de itens de papel sobre o futebol

Christian Gama, 44 anos, morador da cidade fluminense de Belford Roxo é um artista plástico muito talentoso. Até aqui não teria o porquê de nós batermos um papo com ele. Porém, a arte dele é sobre uma inspiração que tem desde criança: o futebol. E, ultimamente, com seu trabalho, deu um jeito de ser solidário à maior tristeza do futebol mundial. Acompanhe o bate-papo com Christian.

Pôster Campeão: Christian, com quantos anos começou a trabalhar com a arte paper e quem foram seus maiores incentivadores?
Christian Gama: Desde muito pequeno fui pegando gosto pela arte em papel. Meus grandes incentivadores foram meus avô e pai. Meu avô, o Seu Gama, me ensinou a amar o futebol e a desenhar, já que ele era desenhista. Meu pai me apresentou a arte em papel.

PC: Qual foi a primeira obra que fez em papel?
CG: Foi a camisa de futebol em papel, que registrei como Shirtpaper.

Shirtpaper da Chapecoense campeã da Sul-Americana 2016.
Fonte: Acervo Pessoal
PC: Onde começou a divulgar seu trabalho? E qual foi a primeira divulgação na mídia?
CG: Meu site pessoal (www.christiangama.com.br) é o principal meio em que divulgo meus trabalhos. E foi por aí que começou a se popularizar, e através disto o site Globoesporte.com publicou um artigo sobre a arte paper. Depois vieram outros sites, como o UOL Esporte, canais de TV abertas e por assinatura, revista Placar, entre outras. Todos os meios que divulgaram meu trabalhos estão em exposição em meu site.

PC: Além das já citadas Shirtpapers, quais são suas outras obras? Todas são dedicadas exclusivamente ao futebol, ou tem produtos relacionados à outros temas?
CG: Além das Shirtpapers (camisas 3D em papel) produzo minicraques, bolas, estádios, cards e mais recentemente lancei os troféus em papel. Os troféus são de competições antigas e atuais. Além do futebol, tenho produtos relacionados com outros esportes, como a NBA (liga de basquetes dos EUA), e também com cantores famosos.

Christian e as minitaças.
Fonte: Acervo Pessoal
PC: Com o trágico acidente ocorrido no final de novembro com o avião que levava a equipe da Chapecoense, jornalistas, dirigentes, entre outros, você teve uma bela atitude, conte-nos mais sobre seu ato.
CG: Fiquei muito triste com o ocorrido. Me chocou demais. Queria muito ajudar os familiares das vítimas do voo da LaMia. Então, através da minha arte, encontrei um meio de como ajudar. Fiz minicraques dos jogadores e jornalistas que se foram e a Arena Condá. Pretendo entregar os minijogadores aos familiares como forma de homenagem.

A belíssima reprodução da Arena Condá.
Fonte: Acervo Pessoal
PC: Você venderá estes minicraques?
CG: No começo não queria vendê-los, pois estas peças eram para ser um meio de homenagear apenas as famílias das vítimas do acidente. Porém, muitos colecionadores e amigos, através do site, falaram que não disponibilizá-los ao público geral seria uma atitude egoísta da minha parte. Então tive a ideia de doar a grande parte do valor arrecadado com a venda dos minicraques para os familiares (a Arena Condá não será vendida). Quero ajudá-los a amenizar a dor de alguma forma, mesmo que seja com pouco.

Minicraques em homenagem às vítimas do voo da LaMia.
Fonte: Acervo Pessoal
PC: Quais seus seu projetos futuros? Onde espera que seu trabalho chegue em um futuro próximo?
CG: Pretendo aumentar as exposições que faço com minhas obras, principalmente pelo mundo afora, e tenho o sonho de viver somente da minha arte. Além disso, espero conseguir mais incentivo através de patrocínios. Meu site atualmente tem em média mil visualizações diárias e conto com o apoio de apenas uma empresa. Quero criar um mundo encantado sobre o futebol através da arte.

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